Making of – Zelda Breath of the Wild: Parte 1

Lançado para Nintendo Switch e Wii U, Breath of the Wild é a nova edição de uma das franquias mais bem sucedidas dos games, The Legend of Zelda. A Nintendo é uma empresa conhecida por se preocupar com os mínimos detalhes ao desenvolver um game e compartilhou em seu canal do Youtube uma série de vídeos contanto alguns segredos de produção do jogo.

O começo

A equipe sabia do começo da produção que queriam quebrar algumas convenções da franquia, então a primeira etapa do processo foi juntar a equipe e pontuar várias novas mecânicas e depois filtrá-las ao cruzar com mecânicas que já eram conhecidas como parte da identidade do game e jamais poderiam ser alteradas.

Uma das primeiras convenções quebradas foi como o mapa mundi funciona, anteriormente tanto os jogos 3D quanto os 2D tinham o mundo formado por uma combinação de áreas menores,  essa método era usado por limitações técnicas de hardware, porém para BOTW o mapa foi construído como se ele fosse contínuo sem áreas de transição entre eles, o que dá uma sensação de liberdade para o jogador além de uma impressão real da proporção e tamanho do mundo em que se passa a história, até hoje com o poder gráfico dos consoles e PC é difícil criar um jogo de mundo aberto onde não existam telas de transição entre cenários.

Link sobrevoando as terras de Hyrule

Brainstorm

Para testarem novas idéias a equipe fez um brainstorm ( técnica para gerar idéias em uma dinâmica em grupo, onde cada integrante vai jogando idéias na mesa para um projeto e em um segundo momento filtra o que é bom ou relevante.)  sobre possíveis histórias e narrativas que justificariam essa nova proposta de mundo aberto. Satoru Takizawa, Diretor de arte, revela que isso foi essencial para que a história do jogo tomasse forma e disse também que os jovens Designers da Nintendo apresentaram muitas idéias criativas e inovadoras, principalmente para serem trabalhadas em cima de uma franquia como Zelda. Aqui estão alguns concepts apresentados por eles:

Protótipo

Para testar alguns conceitos e mecânicas de Breath of the Wild, a equipe montou um protótipo em 2D usando os arquivos que eles já tinham disponíveis de jogos mais antigos, esse processo foi importante para o desenvolvimento porque deu uma perspectiva para os desenvolvedores o potencial que essa nova entrada na franquia tinha e o tanto de trabalho que eles ainda teriam para frente, especialmente porque a medica que os testes foram sendo feitos a equipe percebeu que a interação entre os objetos de cena é que poderiam gerar experiências inovadoras para o game, e ai o desenvolvimento começou a ser focado em novas tecnologias para tornar isso realidade.

Protótipo 2D Zelda: Breath of the Wild

Atenção aos detalhes

Um exemplo da interação entre objetos no jogo, é como a energia elétrica se comporta com o jogador. Se o Link está carregando objetos que são condutores enquanto caminha por um clima de tempestade, a arma vai gradualmente começar a receber carga até que caia um raio e atinja o herói que não está atento. Isso força o jogador a levar em consideração o material das suas armas quando estiver seguindo sua jornada, se a arma for alterada para uma que seja de madeira a condução é interrompida na hora e Link pode seguir despreocupado. O jogador pode também usar a condução a seu favor e jogar a espada que está prestes a receber um raio em um grupo de inimigos e deixar a mãe natureza fazer todo o trabalho.

Jogador usando a condução elétrica de sua arma a seu favor.

Referência:

The Making of The Legend of Zelda: Breath of the Wild Video – The Beginning, aqui

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